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Nos últimos anos, houve grandes avanços sobre o entendimento da exposição ao risco da mudança do clima em alguns setores. Porém, pouco se sabe sobre a vulnerabilidade e a distribuição geográfica ou territorial desses riscos e a sua relação com condições adversas externas, tais como as condições socioeconômicas. Ainda que o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima (PNA) tenha sido criado pelo governo federal, é necessária a criação de uma metodologia de indicadores para avaliação da instabilidade climática. Essa é a proposta do projeto coordenador pelo pesquisador Ulisses Confalonieri, do Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas).

O projeto tem como foco a criação de um Sistema de Indicadores de Vulnerabilidade da População à Mudança do Clima no Brasil. Eles servirão de insumo para a elaboração de parte de ações de PNA, uma vez que auxiliam a viabilização de políticas de promoção de resiliência e permitem a comparação entre estados, com escala de orientação e prioridade de políticas públicas locais. “Os indicadores serão muito úteis para a administração estadual, que terá condições de enxergar, por meio de mapas e gráficos, qual parte do território está mais e menos vulnerável às alterações do clima e os mais aptos a se recuperar de possíveis impactos climáticos. Com isso, o gestor terá um instrumento para nortear suas ações e um critério quantitativo para dar prioridade às estratégias de atuação”, explica o coordenador.

Confira a entrevista na íntegra:

Qual a importância da criação do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima para o nosso País?

O PNA é um instrumento formal que o governo federal criou para organizar ações de adaptação em diferentes setores, envolvendo diversas áreas, como saúde, energia, transporte, agricultura, conservação da natureza, entre outras. Tal documento define os princípios que serão seguidos para orientar essas políticas de adaptação às alterações climáticas. A proposta é que o PNA seja unificador e orientador, não um conjunto de normas fixas, mas sim uma definição de linhas de trabalho.

Continue lendo a entrevista publicada na 5ª edição do informativo Conexão Fiotec-Fiocruz.