Por favor, selecione quais conteúdo deseja receber da Fiotec:

Você pode cancelar a inscrição a qualquer momento clicando no link no rodapé dos nossos e-mails.

Nós usamos Mailchimp como nossa plataforma de marketing. Ao clicar abaixo para se inscrever, você reconhece que suas informações serão transferidas para a Mailchimp para processamento. Saiba mais sobre as práticas de privacidade da Mailchimp aqui.

De acordo com dados das Organizações das Nações Unidas (ONU), nascem mais bebês do sexo masculino do que feminino. A diferença chega a exceder 60 milhões. Quando falamos do mercado de trabalho, há pelo menos 3,3 bilhões de homens empregados a mais que as mulheres. É evidente que houve um progresso no que se diz respeito aos direitos da mulher, mas ainda existem muitos suprimidos e negligenciados.

A Fiocruz, uma instituição comprometida com valores como diversidade étnica, de gênero e sociocultural, está fortemente engajada na defesa dos direitos da mulher. A Fiotec, como sua fundação de apoio, também compartilha desses valores e viabiliza a realização de diversas iniciativas ligadas ao tema.

Maria do Carmo Leal, pesquisadora da Fiocruz com experiência em estudos avaliativos de programas e serviços de saúde, com ênfase na saúde da criança, mulher e adolescência, corrobora os dados e acredita que ainda existe um longo caminho na luta pelo direito das mulheres “As notícias recentes sobre o estupro de adolescentes não nos deixam esquecer o quão distante estamos de uma equidade de gênero no País”, afirmou.

Coordenadora do projeto “Nascer nas Prisões”, que realizou um censo em instituições que tenham cárcere feminino com mulheres grávidas, puérperas e recém-nascidos, Maria do Carmo, que também é uma das fundadoras da Fiotec, fala com exclusividade sobre a sua pesquisa e sobre o tema que está em pauta no momento: a cultura do estupro e o direito das mulheres.

A luta pelo direito da mulher é antiga e já passou por várias fases. Você acredita que hoje, no Brasil, estamos perto do que se pode chamar de "igualdade de gêneros”?

Acho que ainda temos muito o que caminhar. As notícias recentes sobre o estupro de adolescentes não nos deixam esquecer o quão distante estamos de uma equidade de gênero no País e demonstram uma das expressões mais cruéis do machismo e da cultura patriarcalista do Brasil. O ocorrido é um desrespeito a nossa dignidade, individualidade e integridade física e moral. Nós mulheres estamos muito tristes com esses episódios. Embora as mulheres tenham hoje um nível de instrução mais elevado do que o dos homens, isso não é suficiente para romper essas teias do machismo na nossa sociedade.

Leia a íntegra da entrevista publicada na 6ª edição do "Conexão Fiotec-Fiocruz".

Acesse outras edições do informativo destinado à comunidade Fiocruz.