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Atendimento realizado no Consultório de Rua Manguinhos. Foto: Portal do ServidorIdentificar onde vive a população em situação de risco no Rio de Janeiro, acompanhar e dar o encaminhamento necessário a cada caso. O programa “Consultórios de Rua” foi criado em 2010 com esse intuito e chega até alcoolistas, usuários de crack e outras drogas, profissionais do sexo, desempregados, ambulantes sem teto, população que vive em abrigos, em áreas de invasão, entre outros, que estão espalhados nas regiões do Centro, Jacarezinho, Manguinhos, Acari, Realengo e Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

A equipe multidisciplinar é formada por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem, um psicólogo, um assistente social, um dentista e três agentes sociais. Esses profissionais estão lotados na Clínica da Família Victor Valla em Manguinhos, cujo funcionamento é apoiado pela Fiotec, por meio de sua classificação como Organização Social pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em entrevista ao Portal do Servidor, a médica da família e comunidade Valeska Holst Antunes explica que a atuação da equipe é feita em duas frentes: na rua e na clínica, onde os moradores de rua têm acesso a consultas, procedimentos dentários, exames, dispensação e administração de medicamentos, curativos, pequenas cirurgias, etc. Ainda segundo ela, o programa tem dado muita atenção ao rastreio e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da tuberculose, no intuito de "quebrar" o ciclo de transmissão.

Até hoje, o “Consultórios de Rua" já cadastrou na cidade mais de 7.900 pessoas em situação de rua, em sua maioria homens adultos com problemas de hipertensão, diabetes, tuberculose, HIV/AIDS, sífilis, hepatites e transtorno mental. As informações de cada paciente são registradas individualmente, para que os tratamentos sejam continuados, o que fortalece a adesão e o vínculo.

Médico da família e comunidade
Valeska lembra da importância do médico de família e comunidade, uma especialidade pouco conhecida que cuida das pessoas em todos os ciclos da vida, com capacidade de resolver entre 80 a 90% dos problemas de saúde. Quando a situação exige uma atuação de outro nível de complexidade, o paciente é encaminhado para opinião/acompanhamento de outras especialidades, mantendo a responsabilidade pelo cuidado integral e coordenando o cuidado da saúde do indivíduo.

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Fonte: Portal do Servidor – Prefeitura do Rio de Janeiro