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Não é de hoje que assuntos ligados aos problemas dos recursos naturais estão em pauta, e o consumo consciente de energia elétrica é um deles. Em boa parte dos países, a geração de energia elétrica não cresce na mesma proporção em que aumenta o seu consumo, o que cria um cenário incerto para o futuro. O projeto “ABC na Educação Científica – energia e sociedade sustentável”, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) apoiado pela Fiotec, explora a preocupação com o gasto energia no cotidiano da população do estado do Rio de Janeiro.

Através de sequências interativas, a ideia é possibilitar a percepção dos estudantes participantes sobre o consumo energético e o desperdício. Além de gerar a sensibilização em relação ao possível aproveitamento da energia natural em determinadas situações. O trabalho envolve cerca de 600 participantes e faz parte do Programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa/RJ”.

Usando as lâmpadas

A preocupação com o consumo energético está sendo abordada através da comparação de três tipos de lâmpadas: incandescente, fluorescente e LED (Light Emitting Diode). Para suscitar a percepção de propósitos de uma sociedade sustentável, em um momento oportuno será criada uma lâmpada artesanal com aproveitamento de luz natural.

Os resultados dos estudos serão divulgados em textos científicos e apresentados no Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Ciências, que acontece em Águas de Lindóia, São Paulo.

Mão na Massa

O programa "ABC na Educação Científica - Mão na Massa" chegou ao Brasil em 2001, a partir de um acordo entre as Academias de Ciências da França e do Brasil, tendo como parceiros o CDCC/USP, a Estação Ciência/USP, e a Fiocruz, além das Secretarias Municipais e Estaduais de Educação. Sua principal finalidade é introduzir o ensino de ciências de forma sistemática no Ensino Fundamental da Rede Pública, capacitando professores para trabalhar ciências em sala de aula com ênfase na experimentação, articulando a discussão de questões de ciências com a construção do conhecimento científico e o desenvolvimento das expressões oral e escrita.

No Rio de Janeiro ele é coordenado por Danielle Grynszpan, através do IOC/Fiocruz. “Conseguimos montar na Fiocruz uma especialização em educação científica e cidadania, com estudantes de todas as coordenadorias regionais do Rio de Janeiro. Trabalhamos com várias ciências, o que nos possibilita tratar de temas transversais, como ciência e tecnologia, sociedade e meio ambiente. Se nossos alunos virarem cientistas, muito bem, se se tornarem cidadãos, muito melhor", declarou a coordenadora em entrevista realizada pela Academia Brasileira de Ciências, no X Seminário Nacional ABC na Educação Científica, realizado no final de 2015, na Bahia. 

*Com informações do IOC/Fiocruz e da Academia Brasileira de Ciências