A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi selecionada como um dos dois finalistas da categoria Órgãos Públicos do Prêmio Nacional de Biodiversidade, com o projeto Saúde Silvestre e Inclusão Digital: participação comunitária no monitoramento da biodiversidade, projeto apoiado pela Fiotec. A premiação, que é realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, tem como finalidade reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para o alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade.
Todas as 17 iniciativas finalistas passarão pela comissão julgadora, que selecionará uma vencedora de cada umas das seis categorias, e ainda concorrerão ao prêmio especial Júri Popular. Para a participar da votação popular, que está aberta até o próximo dia 22, é necessário acessar o site do evento.
A cerimônia de premiação acontecerá em Brasília, no próximo dia 22, data em que se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade. Os finalistas receberão um certificado e uma viagem a Brasília para participar da solenidade. Os vencedores ganharão o troféu do 2° Prêmio Nacional de Biodiversidade, feito pelo artista plástico Darlan Rosa.
Saúde Silvestre e Inclusão Digital
Em 2014 foi criado o Sistema de Informação em Saúde Silvestre – SISS-Geo, uma plataforma computacional essencial, que faz parte do Centro de Informação em Saúde Silvestre (CISS), da Fiocruz. O sistema gera, a partir de registros oriundos do aplicativo disponibilizado para dispositivos móveis, modelos de alertas de ocorrências de doenças na fauna silvestre brasileira.
De acordo com Marcia Chame, coordenadora do projeto, em entrevista ao informativo Conexão Fiotec Fiocruz, essa metodologia é chamada de ciência cidadã, que é quando a população faz parte da sua pesquisa. As pessoas podem tirar fotos, fazer seus registros e enviá-los ao sistema quando tiverem acesso à internet. Isso porque, normalmente, os locais em que o monitoramento é necessário não dispõem de um bom sinal para uso de celular.
Quando o sistema recebe o registro de animais, ele o correlaciona com os demais que foram feitos na área, a fim de verificar se há um alerta ou se é apenas mais uma informação que compõe a base de dados para a geração dos modelos.
O SISS-Geo cria, ainda, um banco de informações que poderá ser acessado por pesquisadores. Saiba mais.
*Com informações da CCS/Fiocruz
