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Em dezembro de 2014, o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC) completou quatro anos. O espaço virtual, cuja construção contou com o apoio da Fiotec, concentra informações de estudos envolvendo recrutamento de seres humanos para testes de novos fármacos e procedimentos clínicos. Para comemorar a data, foram lançadas duas plataformas em código aberto, que poderão ser usadas e adaptadas por registros, indústrias e demais interessados no mundo todo.

Uma das plataformas foi nomeada “Piccolo”, criada para o controle de fluxo de registros de ensaios clínicos. O sistema foi testado por seis meses. A outra é o ReBEC 2.0, que mantêm os requisitos exigidos pela rede ICTRP/OMS, da qual o ReBEC é membro, e traz novas funcionalidades desenvolvidas com base nas principais demandas dos registrantes, observadas pela equipe ao longo de quatro anos. Essa plataforma deve suprir uma antiga reivindicação de pesquisadores que é a celeridade na aprovação de registros.

Vanguarda no país e no mundo

Quando surgiu, em 2010, o ReBEC foi a primeira iniciativa do gênero no país e o único no mundo com código 100% aberto. Gerenciado pelo Instituto de Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde, em menos de um ano tornou-se um dos nove registros primários de excelência da rede global International Clinical Trials Registry Platforms Network, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, o registro no ReBEC é aceito por publicações internacionais prestigiadas, como Nature e Lancet. A equipe da plataforma também se tornou, em 2014, responsável pela gestão dos registros da Fiocruz no Clinical Trials.

Publicados em inglês e português, os registros dão transparência à informação da pesquisa clínica realizada no país por indústrias farmacêuticas, pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Também ampliam o potencial de reuso da informação científica e tecnológica em saúde tanto pela comunidade internacional e regional quanto por pesquisadores lusófonos.

Hoje, o ReBEC contabiliza mais de 2,5 mil estudos aprovados ou em revisão e ultrapassou 600 mil acessos, procedentes do Brasil e de outros países. Os maiores usuários têm forte investimento na pesquisa, como Estados Unidos, Índia, Inglaterra, China, Alemanha e Holanda. As informações para uso dos códigos estão disponíveis na seção de Notícias da plataforma: www.ensaiosclinicos.gov.br.

*Informação da Agência Fiocruz