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Foto: Banco de Imagens Digitais da FiocruzA iluminação em amarelo do seu simbólico castelo, durante todo o mês de setembro, foi a maneira encontrada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para chamar a atenção sobre o suicídio, assunto que ainda é tratado como tabu pela sociedade. A ação acompanha uma importante iniciativa: a definição de 10 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Na data, e durante todo o “Setembro Amarelo”, profissionais de saúde e movimentos organizados se mobilizam pela causa.

O esclarecimento e a prevenção são os caminhos para se reduzir as estatísticas relacionadas ao suicídio em todo o mundo. Por isso, a Fiocruz incluiu a questão em sua agenda multidisciplinar de pesquisas, que são realizadas por especialistas de unidades como a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Os estudos abordam desde o suicídio entre idosos, adolescentes, indígenas e policiais até os relacionados às drogas, ao cyberbullying e às doenças incapacitantes, tais como Aids, esclerose múltipla, lúpus, hanseníase e câncer.

A Fiotec, por sua vez, apoia projetos da Fiocruz que contribuem com o conhecimento e acompanhamento de transtornos mentais, condições que podem evoluir para um quadro mais grave, de tendência ao suicídio. O pesquisador Wagner de Jesus Martins, da Diretoria Regional de Brasília (Direb/Fiocruz), coordena um projeto que tem o objetivo de criar alternativas de cuidado, de base comunitária, para humanizar e melhorar o atendimento às pessoas com transtornos mentais, principalmente nas populações indígenas.

O “Mapa da Violência 2014” mostrou que os polos do suicídio, aqui no Brasil, se encontram fora das capitais e de suas regiões metropolitanas. Chama a atenção o fato, também divulgado pela pesquisa, de que os municípios com maiores índices de suicídio sejam locais de assentamento de comunidades indígenas nos estados do Amazonas e Mato Grosso do Sul.

Outros dois projetos, um da Ensp/Fiocruz, já encerrado, e outro do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), trabalham na qualificação dos profissionais de saúde e no aperfeiçoamento dos métodos de atendimento a pessoas com transtornos mentais. A Fiotec também presta apoio financeiro e logístico a esses dois trabalhos.

Alerta que vem dos números

Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. O documento revela que, anualmente, mais de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano no mundo, o que representa uma morte a cada 40 segundos. Cerca de 75% dos casos ocorrem em países de rendas média e baixa. Ainda de acordo com o relatório, o suicídio é a segunda maior causa de mortes entre pessoas de 15 a 29 anos, mas as taxas de suicídio são maiores entre os que têm mais de 70 anos.

Entenda melhor o assunto e conheça as iniciativas de prevenção ao suicídio


*Com informações da Agência Fiocruz de Notícias.