Foto: Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz
Os estudos para o desenvolvimento da vacina brasileira para esquistossomose, conhecida como Vacina Sm14, renderam homenagens à pesquisadora Miriam Tendler, do Laboratório de Esquistossomose Experimental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenadora da pesquisa, durante evento promovido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em alusão ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual, no fim de abril. Representantes de diversas instituições discutiram a relevância da propriedade intelectual na promoção da inovação e da criatividade.
Desenvolvida e patenteada pelo IOC, a Vacina Sm14 foi produzida a partir de um antígeno – substância que estimula a produção de anticorpos, evitando que o parasita causador da doença se instale no organismo ou lhe cause danos. Foi utilizada a proteína Sm14, sintetizada a partir do Schistosoma mansoni, verme causador da esquistossomose na América Latina e na África.
Atualmente, o projeto está na Fase II de estudos clínicos em região hiperendêmica no Senegal, na África, local atingido simultaneamente por duas espécies do parasito Schistosoma, causador da doença. A vacina é um dos projetos de pesquisa e desenvolvimento em saúde priorizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), visando garantir o acesso da população dos países pobres a ferramentas de medicina coletiva com tecnologia de última geração.
Apoio da Fiotec
Desde o início do desenvolvimento da vacina, a Fiotec apoia o IOC nessa inovação. A parceria é considerada por Miriam fundamental para a viabilização desse no projeto no Brasil. “A importância da Fiotec é enorme. Eu diria que, sem a Fiotec, a gente não conseguiria desenvolver, pois não teríamos meios de administrar e de gerenciar os recursos que estão vindo de fora”, disse a pesquisadora. A parceria, assim como a vacina, foram assuntos da 7ª edição do Conexão Fiotec-Fiocruz. Acesse na íntegra.
Fonte: Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz
