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122anosfioEm comemoração aos 122 anos da Fiocruz, comemorado no dia 25 de maio, o Observatório Covid-19 promoveu hoje (2/6) o webinar “A pandemia de Covid-19 no Brasil – balanços e desafios”. Participaram do encontro a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, além dos especialistas Carlos Machado (ENSP/Fiocruz), Margareth Dalcolmo (ENSP/Fiocruz), Julio Croda (Fiocruz/MS), Ana Lúcia Pontes (ENSP/Fiocruz), Fernando Bozza (INI/Fiocruz) e Maria Helena Machado (ENSP/Fiocruz).

Nísia Trindade abriu o evento parabenizando os colaboradores da Fiocruz pelo trabalho de grande relevância exercido durante a pandemia. A presidente alertou para o momento de alta transmissão que o Brasil se encontra, além de ter promovido uma reflexão sobre a imunização contra a Covid-19 e a importância de fortalecer os sistemas de saúde.

Durante o evento, os especialistas debateram o enfrentamento da pandemia no Brasil, principalmente em cenários em que a população está exposta a situações de vulnerabilidade, como moradores de comunidades, indígenas e trabalhadores da saúde. Segundo Carlos Machado, o enfrentamento só foi possível combinando a informação com estratégia de comunicação da ciência, uma vez que o País enfrentou uma onda de desinformação.

Dalcomo relembrou do papel da Fundação desde a fabricação e pesquisa sobre as vacinas, até a divulgações de informações verdadeiras para sociedade como um todo. “Além de informar, descontruímos muitas informações que estariam enganando a nossa comunidade e, de certa maneira, retardamos ações individuais e coletivas que poderiam ter sido tomadas”, afirmou. A pneumologista também falou sobre o reconhecimento da população pelo trabalho das instituições públicas, que aumentou nos últimos anos.

Fernando apresentou dados sobre os impactos da intervenção no controle do vírus em comunidades do Rio de Janeiro, que teve como consequência um aumento na população que sofre com insegurança alimentar, ausência escolar, entre outros. De acordo com os números, a intervenção aumentou a detecção de casos em 40% na favela da Maré, em relação as comunidades da Cidade de Deus, Rocinha e Mangueira. Este mesmo estudo apontou que os óbitos foram reduzidos em 75% entre os anos de 2020 e 2021.

Ana Lúcia e Maria Helena discutiram a desigualdade nos impactos causados pela Covid-19, que varia de acordo com as características populacionais. Ana falou sobre os povos indígenas que, principalmente no início da pandemia, estiveram expostos às vulnerabilidades. Maria chamou atenção para os trabalhadores da área da saúde, que não só ficaram mais expostos ao contágio, mas a estafa física e mental.

Julio Croda fechou o evento falando sobre a resposta demorada à doença, que poderia ter sido mais rápida com o compartilhamento de informações verdadeiras.

Assista na íntegra.