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Uma nota técnica elaborada pelo Grupo de Trabalho (GT) da Fiocruz reúne orientações para o retorno das atividades escolares, que ocorre de forma totalmente presencial nos últimos meses do ano. O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) da Fiocruz, com coordenação da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), e reitera que a vacinação entre os jovens é o recurso necessário para a flexibilização.

Para que a flexibilização ocorra, os indicadores para retorno às aulas presenciais estão sendo analisados ao longo da pandemia e atualizados de acordo com o avanço da imunização. Esses números correspondem a diminuição do número de casos, internações e óbitos, combinados ao avanço da cobertura vacinal da população com mais de 12 anos de idade. Esses dados contribuem diretamente ao retorno gradual das atividades escolares, garantindo segurança aos profissionais da educação e alunos das redes públicas e privadas.

Segundo o documento, a recomendação é que cada município avalie de forma independente os indicadores que expressam o atendimento na rede de urgência e emergência, garantindo que todos estejam controlados e com baixa transmissão comunitária. Entre os indicadores sugeridos pelo GT, estão: porcentagem de testes diagnósticos positivos menor que 5% nos últimos sete dias; taxa de contágio com valor R menor que 1 (ideal 0,5) por um período de, pelo menos, sete dias; e a taxa de vacinação acima de 80% da população total.

Entretanto, a publicação alerta para a transmissão do vírus, que muda de acordo com a variante em maior circulação. Pensando nisso, é de suma importância que as medidas de segurança continuem sendo implementadas para reduzir os possíveis impactos causados. Entre as orientações compartilhadas, estão as soluções de ventilação em ambientes fechados e o estímulo a adesão da vacinação entre os trabalhadores, estudantes e familiares.

Da mesma forma, é importante implementar medidas para diminuir o contato entre os alunos, como a ampliação do número de horas de atividades e dias da semana, o planejamento para atividades físicas e a vigilância da taxa de ocupação das salas de aula. Nas turmas de crianças menores, da educação infantil, a divisão em pequenos grupos ainda é indicada, uma vez que não é possível manter o distanciamento entre elas.

 Além desses, o uso da máscara continua sendo imprescindível em ambientes fechados, mesmo para as pessoas com o esquema vacinal completo. É necessário, também, que as rotinas de investigação e acompanhamento de casos suspeitos continuem sendo aplicadas, e que o período de isolamento seja de 10 ou 7 dias, em consonância com o período de baixa transmissão comunitária.

Acesse a nota na íntegra.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias