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observatoriofiojan22O observatório Covid-19 Fiocruz divulgou, no dia 12 de janeiro, novos dados sobre a ocupação de leitos de UTI Covid para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). Após observar as taxas do dia 10 de janeiro, a Nota Técnica expressa um alerta para o aumento expressivo de procura de leitos e ressalta a necessidade do acionamento de planos de contingência.

De acordo com o documento, pelo menos um terço das Unidades Federativas e dez capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico. Entre os estados, Pernambuco está na zona de alerta crítico, com 82% de lotação. Outros como Pará (71%), Tocantins (61%), Piauí (66%), Ceará (68%), Bahia (63%), Espírito Santo (71%), Goiás (67%) e o Distrito Federal (74%) estão na zona de alerta intermediário.

As capitais Fortaleza (88%), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) figuram na zona de alerta crítico; e Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona e alerta intermediário.

A pesquisa concluiu que, até o momento, o patamar de leitos é diferente do identificado no ano passado, havendo um novo crescimento nas taxas de ocupação de leitos diante da rápida transmissão da variante Ômicron. Ao mesmo tempo, foi possível observar que um possível colapso no sistema de saúde é incomparável ao vivido em 2021, antes da vacina. Isso significa que o número de internações é menor do que o observado em 2 de agosto, quando os leitos começaram a ser retirados.

Esse aumento também reflete o avanço dos casos da variante Delta e Influenza. De acordo com os pesquisadores, as autoridades em saúde deverão estudar a necessidade de reabertura de novos leitos, além de reorganizar a rede de serviços de saúde, garantir a atuação eficiente da atenção primária no atendimento à pacientes implementando, por exemplo, o teleatendimento, e prosseguir com a vacinação da dose de reforço.

Confira a Nota na íntegra.

Com informações da Agência Fiocruz de Notícias.