
A comissão de investigação da Organização Mundial da Saúde (OMS), chefiada pelo especialista Peter Ben Embarek, afirmou em coletiva de imprensa que é “extremamente improvável” que a Sars-CoV-2 tenha vazado de um laboratório na cidade chinesa de Wuhan, primeira a registrar infecção pelo vírus. De acordo com as autoridades, ainda não há confirmação da origem desta variante do coronavírus.
A apuração aconteceu a partir de quatro hipóteses: transmissão direta de uma espécie animal hospedeira, provavelmente um morcego; a via indireta, através de uma terceira espécie; contágio a partir de vírus em superfícies congeladas, como alimentos; e que o vírus tivesse escapado de um laboratório, que foi descartada.
Atualmente, a possibilidade “mais provável” da origem do vírus, conforme dito em coletiva pela OMS, é a de transmissão para humanos por meio de uma espécie intermediaria.
Segundo Liang Wannian, da Comissão Nacional Chinesa de Saúde e chefe da delegação de cientistas chineses, não foram constatadas evidências que determinem que o vírus tenha se disseminado antes de dezembro de 2019. Para checar essas informações, foi confirmado que não houve nenhum registro de morte por pneumonia entre os meses de julho e dezembro daquele ano. Além disso, foi analisado dados de venda e consumo de medicamentos para sintomas semelhantes ao da Covid-19.
Mesmo sem saber como o vírus foi introduzido e disseminado, o mercado de Wuhan foi definido como fonte de propagação após cientistas mapearem os casos relacionados ao local. Entretanto, houve a confirmação de que a Sars circulou em outros locais além do comércio de alimentos em Huanan, Wuhan.
Com informações da OMS e CNN Brasil
