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vacina reinounido(Foto: Peter Ilicciev)

O Reino Unido aprovou, no dia 30 de dezembro, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. A avaliação garante a segurança, eficácia e qualidade do imunizante, e sua aprovação no país foi a primeira do mundo. Fabricada aqui no Brasil pela Fiocruz, a vacina é a principal do programa de vacinação brasileiro.

Com o registro britânico, o processo de aprovação pode ser acelerado no Brasil, que tem a submissão final prevista até o dia 15 de janeiro, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, a vacina pode mudar a dinâmica de vacinação do mundo, tendo como consequência um número maior de pessoas vacinadas.

Krieger explica que, com a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) em janeiro, será possível realizar a liberação de aproximadamente 30 milhões de doses até o final de fevereiro. No primeiro semestre de 2021, a previsão é entregar 100,4 milhões de doses do imunizante, chegando a cerca de 210 milhões de doses no final deste ano.

No Reino Unido a vacinação com o imunizante Oxford-AstraZeneca começou hoje (4/1), pelas pessoas que estão inseridas nos grupos de risco. A vacina é aplicada em duas doses e, de acordo com o serviço público de saúde britânico (NHS, em inglês), 520 mil doses já estão prontas para distribuição.

Os ensaios clínicos ainda não foram concluídos, mas, segundo resultados parciais divulgados pela revista científica The Lancet em dezembro, a eficácia da vacina alcança 70% em adultos com menos de 55 anos e não apresenta nenhuma reação grave. Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina tem capacidade total de prevenção às hospitalizações e formas mais graves da doença.

Com informações da Agência Fiocruz de Notícias (AFN).